quinta-feira, 14 de julho de 2011

OS EXILADOS DA CAPELA (parte 1)

Os Exilados da Capela - Edgard Armond


"Existem mensagens espíritas sobre a existência de um planeta bastante evoluído chamado Capela e do qual, há alguns milênios atrás, vieram para o planeta Terra, espíritos expurgados em punição, por questões de não adaptabilidade moral. Isso explicaria grandes avanços científicos e intelectuais em determinados períodos da nossa humanidade, como os atlantes, greco-romanos, egípcios, povos orientais, incas, maias e etc., assim como justificaria os grandes ditadores que se ‘destacaram’ diante de uma raça mais primitiva que habitava nosso planeta até então . O livro faz um surpreendente resgate do homem pré-histórico, bem como dessas civilizações antigas, aprofundando questões e confirmando tal teoria." (Theo)

CAPELA

--- “Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos,
observa-se, desenhada, uma grande estrela na Constelação do Cocheiro que recebeu, na
Terra, o nome de Cabra ou Capela”.

---“Magnífico Sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo
Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias
divinas do Ilimitado." (A Caminho da Luz, Emmanuel, cap. III)

---Conhecida desde a mais remota antigüidade, Capela é uma estrela gasosa, segundo
afirma o célebre astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddington (1882-1944), e de
matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos.
Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um
Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída.

A NARRAÇÃO DE EMMANUEL

Eis como Emmanuel, o espírito de superior hierarquia, tão estreitamente vinculado,
agora, ao movimento espiritual da Pátria do Evangelho, inicia a narrativa desse
impressionante acontecimento:
"Há muitos milênios, um dos orbes do Cocheiro, que guarda muitas afinidades com
o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos...

E, após outras considerações, acrescenta:
- "As Grandes Comunidades Espirituais, diretoras do Cosmo, deliberaram, então,
localizar aquelas entidades pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua."
Dá-nos, pois, assim, Emmanuel, com estas revelações de tão singular natureza, as
premissas preciosas de conhecimentos espirituais transcendentes, relativos à vida planetária
- conhecimentos estes já de alguma forma focalizados pelo Codificador (8) - que abrem
perspectivas novas e muito dilatadas à compreensão de acontecimentos históricos que, de
outra forma - como, aliás, com muitos outros tem sucedido - permaneceriam na
obscuridade ou, na melhor das hipóteses, não passariam de lendas.

Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes da Capela que, como já foi dito,
deviam dali ser expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de
vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe.

Resolvida, pois, a transferência, os milhares de espíritos atingidos pela irrecorrível
decisão foram notificados do seu novo destino e da necessidade de sua reencarnação em
planeta inferior.

Reunidos no plano etéreo daquele orbe, foram postos na presença do Divino Mestre
para receberem o estímulo da Esperança e a palavra da Promessa, que lhes serviriam de
consolação e de amparo nas trevas dos sofrimentos físicos e morais, que lhes estavam
reservados por séculos.
Grandioso e comovedor foi, então, o espetáculo daquelas turbas de condenados, que
colhiam os frutos dolorosos de seus desvarios, segundo a lei imutável da eterna justiça.
Eis como Emmanuel, no seu estilo severo e eloqüente, descreve a cena:
- "Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba
de seres sofredores e infelizes.
Com a sua palavra sábia compassiva exortou aquelas almas desventuradas à
edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no
esforço regenerador de si mesmas.
Mostrou-lhes os campos de lutas que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no
halo bendito de sua misericórdia e de sua caridade sem limites.
Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos
do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.
Aqueles seres desolados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de
afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados
na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da
saudade e da amargura, reencarnar-se-iam no seio das raças ignorantes e primitivas, a
lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes.
Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra
acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia."


ESPÍRITO DE VERDADE

--- Não vos deixarei órfãos: voltarei para vós. - Ainda tenho muitas coisas para vos
dizer, mas não as podeis suportar, agora. Porém, quando vier aquele Espírito de Verdade,
ele vos ensinará todas as coisas e vos guiará em toda a verdade." (Jo, 14:18; 16:12-13)

AS ORIGENS DO HOMEM

---Assim, sabemos agora que esta humanidade atual foi constituída, em seus
primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que veio evoluindo
lentamente, através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das
espécies, ascendendo trabalhosamente da Inconsciência para o Instinto e deste para a
Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os
"primatas" foram o tipo anterior mais bem definido; e outra categoria, composta de seres
mais evoluídos e dominantes, que constituíram as levas exiladas da Capela (2), o belo orbe
da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, além dos inumeráveis sistemas
planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal.
Esses milhões de advenas para aqui transferidos, em época impossível de ser agora
determinada, eram detentores de conhecimentos mais amplos e de entendimentos mais
dilatados, em relação aos habitantes da Terra, e foram o elemento novo que arrastou a
humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para
a prática da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do
conhecimento de uma divindade criadora.
Mestres, condutores, líderes, que então se tornaram das tribos humanas primitivas,
foram eles, os Exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto
sem completo êxito.
(2) Há, também, notícias de que, em outras épocas, desceram à Terra instrutores
vindos de Vênus.



OS TRÊS CICLOS

Para melhor metodização do estudo que vamos fazer, deste tão singular e
interessante assunto, julgamos aconselhável dividir a história da vida humana, na Terra, em
três períodos ou ciclos que, muito embora diferentes das classificações oficiais, nem por
isso, todavia, representam discordância em relação a elas; adotamos uma divisão arbitrária,
unicamente por conveniência didática, segundo um ponto de vista todo pessoal.
É a seguinte:
1º Ciclo:
Começa no ponto em que os Prepostos do Cristo, já havendo determinado os tipos
dos seres dos três reinos inferiores e terminado as experimentações fundamentais para a
criação do até hoje misterioso tipo de transição entre os reinos animal e humano,
apresentaram, como espécime-padrão, adequado às condições de vida no planeta, esta
forma corporal crucífera, símbolo da evolução pelo sofrimento que, aliás, com ligeiras
modificações, se reflete no sistema sideral de que fazemos parte e até onde se estende a
autoridade espiritual de Jesus Cristo, o sublime arquiteto e divino diretor planetário.
O ciclo prossegue com a evolução, no astral do planeta, dos espíritos que formaram
a Primeira Raça-Mãe; depois com a encarnação dos homens primitivos na Segunda Raça-
Mãe, suas sucessivas gerações e selecionamentos periódicos para aperfeiçoamentos
etnográficos: na terceira e na quarta, com a migração de espíritos vindos da Capela;
corrupção moral subseqüente e expurgo da Terra com os cataclismos que a tradição
espiritual registra.

2º Ciclo:
Inicia-se com as massas sobreviventes desses cataclismos; atravessa toda a fase
consumida com a formação de novas e mais adiantadas sociedades humanas e termina com
a vinda do Messias Redentor.

3º Ciclo:
Começa no Gólgota, com o último ato do sacrifício do Divino Mestre, e vem até
nossos dias, devendo encerrar-se com o advento do Terceiro Milênio, em pleno Aquário,
quando a humanidade sofrerá novo expurgo-que é o predito por Jesus, nos seus
ensinamentos, anunciado desde antes pelos profetas hebreus, simbolizado por João, no
Apocalipse, e confirmado pelos emissários da Terceira Revelação - época em que se
iniciará, na Terra, um período de vida moral mais perfeito, para tornar realidade os
ensinamentos contidos nos evangelhos cristãos.

A FORÇA DO VERBO E A GÊNESE

---Hoje, não mais se ignora que os seres vivos, suas formas, estrutura, funcionamento
orgânico e vida psíquica, longe de serem efeitos sobrenaturais ou fruto de acasos, resultam
de estudos, observações e experimentações de longa duração, realizados por entidades
espirituais de elevada hierarquia, colaboradoras diretas do Senhor, na formação e no
funcionamento regular, sábio e metódico, da criação divina.
O princípio de todas as coisas e seres é o pensamento divino que, no ato da emissão
e por virtude própria, se transforma em leis vivas, imutáveis, permanentes.

---Assim, pois, formam-se os mundos, seres e coisas, tudo pela força do Verbo, que
traduz o pensamento criador, segundo as leis que esse mesmo pensamento encerra.
Noutras palavras:
O Absoluto, pelo pensamento, cria a vida e as leis, e entidades espirituais do plano
divino, pela força do Verbo, plasmam a criação na matéria, dão forma e estrutura a todas as
coisas e seres e presidem sua evolução na Eternidade.

---Na Gênese cósmica no que se refere à Terra, a ação do Verbo traduziu o
pensamento criador, a seu tempo, na constituição de uma forma globular fluídica emanada
do Sol central que veio situar-se, no devido ponto do sistema planetário, como novo recurso
de manifestações de vida para seres em evolução.
Ao seu redor, circundando a Terra formou-se uma camada fluídica, de teor mais
elevado, destinada a servir-lhe de limitação e proteção, como também de matriz astral para
a elaboração das formas vivas destinadas a evoluir nesse mundo em formação.


---Esses germes, assim veiculados, espalharam-se pela superfície do globo em
formação, aguardando oportunidade de desenvolvimento; e quando, após inúmeras
repetições desse processo de intercâmbio, a periferia do globo ofereceu, finalmente,
condições favoráveis de consistência, umidade e temperatura, nela surgiu a matéria
orgânica primordial - o protoplasma - que permitiu a eclosão da vida, com a proliferação
dos germes já existentes, bem como espíritos humanos em condições primárias involutivas
- mônadas - aptas ao início da trabalhosa escalada evolutiva na matéria, e outros germes
que, segundo a cronologia dos reinos, deveriam, no futuro, também manifestar-se.

O PRINCÍPIO INTELIGENTE

---O princípio inteligente, para alcançar as cumiadas da racionalidade, teve de
experimentar estágios outros de existência nos planos de vida. Os protozoários são
embriões de homens, como o selvagem das regiões ainda incultas são os embriões dos seres
angélicos. O homem, para atingir o complexo de suas perfeições biológicas na Terra, teve o
concurso de Espíritos exilados de um mundo melhor para o orbe terráqueo, Espíritos esses
que se convencionou chamar de componentes da raça adâmica, que foram em tempos
remotíssimos desterrados para as sombras e para as regiões selvagens da Terra, porquanto a
evolução espiritual do mundo em que viviam não mais a tolerava, em virtude de suas
reincidências no mal. O vosso mundo era então povoado pelos tipos do "Primata hominus ",
dentro das eras da caverna e do sílex, e essas legiões de homens singulares, pelo seu
assombroso e incrível aspecto, se aproximavam bastante do "Pithecanthropus erectus ",
estudado pelas vossas ciências modernas como um dos respeitáveis ancestrais da
humanidade. Foram, portanto, as entidades espirituais a que me referi que, por misericórdia
divina e em razão das novas necessidades evolutivas do planeta, imprimiram um novo fator
de organização às raças primigênias, dotando-as de novas combinações biológicas,
objetivando o aperfeiçoamento do organismo humano.

OS ANIMAIS

---Os animais são os irmãos inferiores dos homens. Eles também, como nós, vêm de
longe, através de lutas incessantes e redentoras e são, como nós, candidatos a uma posição
brilhante na espiritualidade. Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da
renúncia, em favor do progresso dos homens.

Seus labores, penosamente efetivados, terão um prêmio que é o da evolução na
espiritualidade gloriosa. Eles, na sua condição de almas fragmentárias no terreno da
compreensão, têm todo um exército de protetores dos planos do Alto, objetivando a sua
melhoria e o amplo desenvolvimento de seu progresso, em demanda do reino hominal.


AS ENCARNAÇÕES NA SEGUNDA RAÇA

Quando cessou o trabalho de integração de espíritos animalizados nesses corpos
fluídicos e terminaram sua evolução, aliás muito rápida, nessa raça-padrão, o planeta se
encontrava nos fins de seu terceiro período geológico e já oferecia condições de vida
favoráveis para seres humanos encarnados; já de há muito seus elementos materiais
estavam estabilizados e o cenário foi julgado apto a receber o "rei da criação".
Iniciou-se, então, essa encarnação nos homens primitivos formadores da Segunda
Raça-Mãe, que a tradição esotérica também registrou com as seguintes características:
- "espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de mais lucidez e
personalidade", porém ainda não fisicamente humanos.
Iniciou-se com estes espíritos um estágio de adaptação na crosta planetária tendo
como teatro o grande continente da Lemúria. Esta segunda raça deve ser considerada como
pré-adâmica.


---Eis como eles foram vistos pelo espírito de João, o Evangelista, em comunicação
dada na Espanha, nos fins do século passado.(4)

Eram os homens primitivos, esses que meu espírito absorto, contemplava.
Era o primeiro dia da humanidade; porém, que humanidade, meu Deus!...
Era também o primeiro dia do sentimento, da vontade e da luz; mas de um
sentimento que apenas se diferenciava da sensação, de uma vontade que apenas desvanecia
as sombras do instinto.
Primeiro que tudo o homem procurou o que comer; após, procurou uma
companheira, juntou-se com ela e tiveram filhos.
Meu espírito não via o homem do Paraíso; via muito menos que o homem, coisa
pouco mais que um animal superior.
Seus olhos não refletiam a luz da inteligência; sua fronte desaparecia sob o cabelo
áspero e rijo da cabeça; sua boca, desmesuradamente aberta, prolongava-se para diante;
suas mãos pareciam com os pés e freqüentemente tinham o emprego destes; uma pele
pilosa e rija cobria as suas carnes duras e secas, que não dissimulavam a fealdade do
esqueleto.
Oh! Se tivésseis visto, como eu, o homem do primeiro dia, com seus braços magros
e esquálidos caídos ao longo do corpo e com suas grandes mãos pendidas até os joelhos,
vosso espírito teria fechado os olhos para não ver e procuraria o sono para esquecer.
Seu comer era como devorar; bebia abaixando a cabeça e submergindo os grossos
lábios nas águas; seu andar era pesado e vacilante como se a vontade não interviesse; seus
olhos vagavam sem expressão pelos objetos, como se a visão não se refletisse em sua alma;
e seu amor e seu ódio, que nasciam de suas necessidades satisfeitas ou contrariadas, eram
passageiros como as impressões que se estampavam em seu espírito e grosseiros como as
necessidades em que tinham sua origem.
O homem primitivo falava, porém não como o homem: alguns sons guturais,
acompanhados de gestos, os precisos para responder às suas necessidades mais urgentes.
Fugia da sociedade e buscava a solidão; ocultava-se da luz e procurava
indolentemente nas trevas a satisfação de suas exigências naturais.
Era escravo do mais grosseiro egoísmo; não procurava alimento senão para si;
chamava a companheira em épocas determinadas, quando eram mais imperiosos os desejos
da carne e, satisfeito o apetite, retraía-se de novo à solidão sem mais cuidar da prole.
O homem primitivo nunca ria; nunca seus olhos derramavam lágrimas; o seu prazer
era um grito e a sua dor era um gemido.
O pensar fatigava-o; fugia do pensamento como da luz. "
E mais adiante acrescenta:
- "E nesses homens brutos do primeiro dia o predomínio orgânico gerou a força
muscular; e a vontade subjugada pela carne gerou o abuso da força; dos estímulos da carne
nasceu o amor; do abuso da força nasceu o ódio, e a luz, agindo sobre o amor e sobre o
tempo, gerou as sociedades primitivas.
A família existe pela carne; a sociedade existe pela força.
Moravam as famílias à vista de todos, protegiam-se, criavam rebanhos, levantavam
tendas sobre troncos e depois caminhavam sobre a terra.


A TERCEIRA RAÇA-MÃE

Entretanto, tempos mais tarde, as alternativas da evolução física do globo
determinaram acentuado aquecimento geral, que provocou súbito degelo e terríveis
inundações, fenômeno esse que, na tradição pré-histórica, ficou conhecido como - o dilúvio
universal, - atribuído a um desvio do eixo do globo que se obliquou e provocado pela
aproximação de um astro, que determinou também alterações na sua órbita, que se tornou,
então, mais fechada.

A SENTENÇA DIVINA

Ia em meio o ciclo evolutivo da Terceira Raça (7), cujo núcleo mais importante e
numeroso se situava na Lemúria, quando, nas esferas espirituais, foi considerada a situação
da Terra e resolvida a imigração para ela de populações de outros orbes mais adiantados,
para que o homem planetário pudesse receber um poderoso estímulo e uma ajuda direta na
sua árdua luta pela conquista da própria espiritualidade.

A escolha, como já dissemos, recaiu nos habitantes da Capela.


AS ENCARNAÇÕES PUNITIVAS

Suas tradições já andavam, de geração em geração, construindo as obras do porvir."
E acrescenta:
- "Inegavelmente o mais prístino foco de todos os surtos evolutivos do globo é a
China milenária."(10)
10 Para a ciência oficial a civilização chinesa não vai além de 300 anos antes de nossa era,
mas suas tradições fazem-na remontar a mais de 100 mil anos. A civilização chinesa, entretanto,
veio da Atlântida primitiva - vide o Cap. XV - o que demonstra ser muito anterior até mesmo a esta
última data.

Os capelinos, pois, que já estavam reunidos, como vimos, no etéreo terrestre,
aguardando o momento propício, começaram, então, a encarnar nos grupos selecionados a
que já nos referimos, predominantemente nos do planalto do Pamir, que apresentavam as
mais aperfeiçoadas condições biológicas e etnográficas.

Bem-aventurados os que choram por causa das trevas e da condenação e cujos
corações não edificam moradas nem levantam tendas. Porque serão peregrinos no cárcere e renascerão para morar perpetuamente, de geração em geração, nos cimos onde não há trevas; porque recuperarão os dons da misericórdia na consumação. "
Formidável impulso, em conseqüência, foi então imprimido à incipiente civilização
terrestre em todos os setores de suas atividades primitivas.
De trogloditas habitantes de cavernas e de tribos selvagens aglomeradas em
palafitas, passaram, então, os homens, sob o impulso da nova direção, a construir cidades
nos lugares altos, mais defensáveis e mais secos, em torno das quais as multidões
aumentavam dia a dia.
Tribos nômades se reuniam aqui e ali, formando povos e nações, com territórios já
agora mais ou menos delimitados e, com o correr do tempo, definiram-se as massas
etnográficas com as diferenciações asseguradas pelas sucessivas e bem fundamentadas
reproduções da espécie.

OS EXILADOS DA CAPELA (parte 2)

Os Exilados da Capela - Edgard Armond


TRADIÇÕES ESPIRITUAIS DA DESCIDA

ADÃO E EVA

Compreendemos, afinal, que Adão e Eva constituem uma lembrança dos espíritos
degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a
personalidade das criaturas,"
Sim; realmente, Adão representa a queda dos espíritos capelinos neste mundo de
expiação que é a Terra, onde o esforço verte lágrimas e sangue, como também no sagrado
texto está predito:
- "Maldita é a Terra por causa de ti - disse o Senhor; com dor comerás dela todos os
dias de tua vida...
No suor do teu rosto, comerás o seu pão até que te tornes à Terra."
Refere-se o texto aos capelinos, às sucessivas reencarnações que sofriam para
resgate de suas culpas.




SETH - O CAPELINO

Vimos, no capítulo dez, qual a significação simbólica dos primeiros filhos de Adão
- Caim e Abel, e diremos agora que, do ponto de vista propriamente histórico ou
cronológico, a descida dos exilados é representada na Gênese pelo nascimento de Seth - o
terceiro filho - que Adão, como diz o texto: "gerou à sua semelhança, conforme sua
imagem".
Isto é: aquele que com ele mesmo, Adão, se confunde, é-lhe análogo.
Se Adão, no símbolo, representa o acontecimento da descida, a queda das legiões de
emigrados, e os dois primeiros filhos, o caráter dessas legiões, Seth, no tempo, representa a
época do acontecimento, época essa que no próprio texto está bem definida com o seguinte
esclarecimento:
- "Os homens, então, começaram a evocar o nome do Senhor."
Isso quer dizer que a geração de Seth é a de espíritos não já habitantes da Terra - os
das raças primitivas, bárbaros, selvagens, ignorantes, virgens ainda de sentimentos e
conhecimentos religiosos - mas outros, diferentes, mais evoluídos, que já conheciam seus
deveres espirituais suas ligações com o céu; espíritos já conscientes de sua filiação divina,
que já sabiam estabelecer comunhão espiritual com o Senhor.


DA DESCIDA À CORRUPÇÃO
Isto quer dizer que os degredados - aqui mencionados como Filhos de Deus -
encarnando no seio de habitantes selvagens do planeta, não levaram em conta as melhores
possibilidades que possuíam, como conhecedores de uma vida mais perfeita e, ao
desposarem as mulheres primitivas, adotaram seus costumes desregrados e deixaram-se
dominar pelos impulsos inferiores que lhes eram naturais.
Chegaram numa época em que as raças primitivas viviam mergulhadas nos instintos
animalizados da carne e, sem se guardarem, afundaram na impureza, não resistindo ao
império das leis naturais que se cumpriam irrevogavelmente como sempre sucede.
Já vimos que a encarnação dos capelinos se deu, em sua primeira fase e mais
profundamente entre os Rutas, habitantes da Lemúria e demais regiões do Oriente, povos
estes que apresentavam elevada estatura, cor escura, porte simiesco e mentalidade
rudimentar.

Assim, pois, a experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral,
malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário elevando-o a níveis mais
altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário
concorreram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a
agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e
ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes coubera como tarefa redentora.

E, então, havendo se esgotado a tolerância divina, segundo as leis universais da
justiça, sobrevieram as medidas reparadoras, para que a Terra fosse purificada e os espíritos
culposos recolhessem, em suas próprias consciências, os dolorosos frutos de seus desvarios.


OS EXPURGOS REPARADORES
Em conseqüência, o vasto continente da Lemúria, núcleo central da Terceira Raça,
afundou-se nas águas, levando para o fundo dos abismos milhões de seres rudes,
vingativos, egoístas e animalizados.
Este continente, chamado na literatura hindu, antiga Shalmali Dvipa, compreendia o
sul da África, Madagascar, Ceilão, Sumatra, Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia e
Polinésia, foi a primeira terra habitada pelo homem.
Sua atmosfera era ainda muito densa, e a crosta pouco sólida em alguns pontos.
Segundo algumas tradições, o homem lemuriano ainda não possuía o sentido da visão como
o possuímos hoje: havia nas órbitas somente duas manchas sensíveis, que eram afetadas
pela luz, porém sua percepção interna, como é natural, era bastante desenvolvida.

Os lemurianos da Terceira Raça-Mãe eram homens que apenas iniciavam a vida em
corpo físico neste planeta; não possuíam conhecimento algum sobre a vida material, pois
utilizaram corpos etéreos nos planos espirituais donde provinham, com os quais estavam
familiarizados. Desta forma, suas preocupações eram todas dirigidas para esta nova
condição de vida, desconhecida e altamente objetiva.

A Lemúria desapareceu 700 mil anos antes do alvorecer da Idade Terciária.
Sua existência, como muitas outras coisas reais, tem sido contestada e não é
admitida pela ciência oficial, porém, ao mesmo tempo, essa ciência considera um mistério a
existência de aborígines na Austrália, a imensa ilha ao sul do Oceano Índico, tão afastada
de qualquer continente. Esses aborígines são até hoje inassimiláveis ante a civilização,
extremamente primitivos e de cor escura como os próprios seres que habitavam a antiga
Lemúria.

NA ATLÂNTIDA, A QUARTA RAÇA

Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha-escura ou amarela,
imberbes, dinâmicos, altivos, e excessivamente orgulhosos.

Por outro lado, desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para a sua época, que
passaram a aplicar aos serviços dessas ambições inglórias; e, de tal forma se desenvolveram
suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários Missionários do Alto para
intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais justas e construtivas às suas
atividades sociais.

AS ENCARNAÇÕES DO CRISTO

Segundo consta de algumas revelações mediúnicas, ali encarnou duas vezes, sob os
nomes de Anfion e de Antúlio, o Cristo planetário, como já o tinha feito, anteriormente, na
Lemúria, sob os nomes de Numú e Juno, e como o faria, mais tarde na Índia, como Krisna e
Budha e na Palestina como Jesus.

OS ARQUIVOS DA HISTÓRIA

Os arquivos da história humana não oferecem aos investigadores dos nossos dias
documentação esclarecedora e positiva desse acontecimento, como, aliás, também sucede e
ainda mais acentuadamente, em relação à Lemúria; por isso é que esses fatos, tão
importantes e interessantes para o conhecimento da vida planetária, estão capitulados no
setor das lendas.
Como não temos espaço nesta obra para expor a questão detalhadamente, nem esse
é o nosso escopo, porque não desejamos sair do terreno espiritual, limitamo-nos unicamente
a transcrever um documento referente à Atlântida, que reforça nossa desvaliosa exposição:
é um manuscrito denominado "O Troiano", descoberto em escavações arqueológicas do
país dos Toltecas, ao sul do México e que se conserva, segundo sabemos, no "British
Museum" de Londres.

--- Os homens do Cro-Magnon eram do tipo atlante, muito diferentes de todos os
demais, e só existiram na Europa ocidental na face fronteira ao continente desaparecido,
mostrando que dali é que vieram.
O idioma dos bascos não tem afinidade com nenhum outro da Europa ou do Oriente
e muito se aproxima dos idiomas dos americanos aborígines.
Os crânios dos Cro-Magnons são semelhantes aos crânios pré-históricos
encontrados em Lagoa Santa, Minas Gerais (Brasil).
Há pirâmides semelhantes no Egito e no México, e a mumificação de cadáveres
praticada no Egito antigo o era também no México e no Peru.
Também se verificou que o fundo do Atlântico está lentamente se erguendo: a
sondagem feita em 1923 revelou um erguimento de quatro quilômetros em 25 anos, o que
concorda com as profecias que dizem que a Atlântida se reerguerá do mar para substituir
continentes que serão, por sua vez, afundados, nos dias em que estamos vivendo.
Enfim, uma infinidade de indícios e circunstâncias asseveram firmemente a
existência deste grande continente, onde viveu a Quarta Raça, entre a Europa e a América.
Estes dados, quanto às datas, não podem ser confirmados historicamente, porém,
segundo a tradição espiritual, entre o afundamento da Lemúria e da Grande Atlântida houve
um espaço de 700 mil anos.

Os atlantes possuíam um profundo conhecimento das Leis da Natureza, mormente
das que governam os três elementos, terra, água e ar. Eram, também, senhores de muitos
segredos da metalurgia. As suas cidades eram ricas em ouro e alguns de seus palácios eram
feitos desse metal. Suas sub-raças espalharam-se por todos os países do mundo de então.
Cultivavam a magia negra e utilizavam-se grandemente dos elementais e de outros seres do
submundo.

Não se pode confundir Lemúria com Atlântida; ambos os continentes soçobraram,
mas o período decorrido entre as duas catástrofes foi de cerca de 700 mil anos.
Floresceu a Lemúria e terminou a sua carreira no espaço de tempo que antecedeu a
madrugada da idade eocene, pois a sua raça foi a terceira. Contemplai as relíquias dessa
nação, outrora tão grandiosa, em alguns dos aborígines de cabeça chata que habitam a vossa
Austrália.
Assim, com estes acontecimentos terríveis e dolorosos, extinguiu-se a Quarta Raça
e abriu-se campo às atividades daquela que a sucedeu, que, sobre todas as demais, foi a
mais importante e decisiva para a incipiente civilização do mundo.

A QUINTA RAÇA

Com a chegada dos remanescentes da Atlântida, os povos Hiperbóreos ganharam
forte impulso civilizador e, após várias transformações operadas no seu tipo fundamental
biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos com os tipos-base, já
previamente selecionados pelos auxiliares do Cristo, conseguiram estabelecer os elementos
etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura elegante e magnífica.
Esses homens de cabelos vermelhos, olhos azuis, vieram do norte, através de
florestas iluminadas por auroras boreais, acompanhados de cães e de renas, comandados
por chefes temerários e impulsionados por mulheres videntes.

Como se vê, a Quinta Raça foi a última, no tempo, e a mais aperfeiçoada, que
apareceu na Terra, como fruto natural de um longo processo evolutivo, superiormente
orientado pelos Dirigentes Espirituais do planeta.

Agora, podemos apresentar um esboço das cinco raças que viveram no mundo,
antes e depois da chegada dos capelinos.
São as seguintes:

1ª ) A raça formada por espíritos que viveram no astral terreno, que não possuíam
corpos materiais, e, por isso, não encarnaram na Terra.
Característica fundamental: "astralidade".
2ª) A raça formada por espíritos já encarnados, que desenvolveram forma, corpo e
vida própria, conquanto pouco consistentes.
Características: "semi-astralidade".
3ª) Raça Lemuriana - Estabilização de corpo, forma e vida, e acentuada eliminação
dos restos da "astralidade inferior". Com esta raça começaram a descer os capelinos.
Não se conhecem as sub-raças.
4ª ) Raça Atlante - Predomínio da materialidade inferior. Poderio material.
Grupos étnicos: Romahals, Travlatis, Semitas, Acádios, Mongóis, Turanianos e
Toltecas.
5ª) Raça Ariana- Predomínio intelectual. Evoluiu até o atual quinto grupo étnico, na
seguinte ordem: indo-ariana, acadiana, caldaica, egípcia, européia.

O DILÚVIO BÍBLICO

Por estes relatos diferentes se verifica que todos os povos do Oriente conheciam o
fato e se referiam a um dilúvio ocorrido nessa vasta região que vai das bordas do
Mediterrâneo, na Ásia Menor, ao centro norte do continente asiático.
Em alguns desses relatos as semelhanças são flagrantes e dão a entender que, ou o
conhecimento veio, promanando de uma mesma fonte informativa, ou realmente ocorreu,
atingindo toda essa região e deixando na consciência coletiva dos diferentes povos que a
habitavam a recordação histórica, para logo ser transformada em tradição religiosa.
Por outro lado, há vários contestadores da veracidade do acontecimento, que se
valem de diferentes argumentos, entre os quais este: de que chuvas, por mais copiosas e
prolongadas que fossem, não bastariam para inundar a terra em tão extensa proporção,
cobrindo "altos montes", como diz Moisés, ou "elevando-se até o céu", como diz a tradição
chinesa.
Atenda-se, porém, para o fato de que o estilo oriental de narrativas é sempre
hiperbólico; como também note-se que os testemunhos de alguns outros povos, como, por
exemplo, o Persa, não vão tão longe em tais detalhes, e os egípcios, que estão situados tão
próximos da Palestina, são ainda mais discretos afirmando unicamente que a terra foi
submergida.
Atentando para as narrativas hebraica, hindu, e sumério-babilônica, partes das quais
acabamos de transcrever, verifica-se que em todas, entre outras semelhanças, existe a
mesma notícia de uma família que se salva das águas, enquanto todos os demais seres
perecem.

Com a descrição do dilúvio asiático e de acordo com a divisão que adotamos para a
história do mundo, como consta do capítulo III, aqui fica encerrado o Primeiro Ciclo, o
mais longo e difícil para a evolução planetária, que abrange um período de mais de meio
bilhão de anos.

OS QUATRO POVOS

Após essas impressionantes depurações, os remanescentes humanos agrupados,
cruzados e selecionados aqui e ali, por vários processos, e em cujas veias já corria,
dominadoramente, o sangue espiritual dos Exilados da Capela, passaram a formar quatro
povos principais, a saber: os Árias, na Europa; os Hindus, na Ásia; os Egípcios, na África e
os Israelitas, na Palestina.
Os ÁRIAS, após a invasão da Índia, para aonde se deslocaram, como vimos, sob a
chefia de Rama, aí se estabeleceram, expulsando os habitantes primitivos, descendentes dos
Rutas da Terceira Raça, e organizando uma poderosa civilização espiritual que, em seguida,
se espalhou por todo o mundo.
Deles descendem todos os povos de pele branca que, um pouco mais tarde,
conquistaram e dominaram a Europa até o Mediterrâneo.
Os HINDUS se formaram de cruzamentos sucessivos entre os primitivos habitantes
da região, que fecundamente proliferaram após as arremetidas dos árias para o Ocidente e
para o sul, e dos quais herdaram conhecimentos espirituais avançados e outros elementos
civilizadores.
Os EGÍPCIOS - os da primeira civilização - detentores da mais dinâmica sabedoria,
povo que, como diz Emmanuel: "Após deixar o testemunho de sua existência gravado nos
monumentos imperecíveis das pirâmides, regressou ao paraíso da Capela."
E finalmente os ISRAELITAS, povo tenaz, orgulhoso, fanático e inamovível nas
suas crenças; povo heróico no sofrimento e na fidelidade religiosa, do qual disse o Apóstolo
dos Gentios:
- "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; porém, vendo-as
de longe, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na Terra."
Povo que até hoje padece, como nenhum outro dos exilados, por haver desprezado a
luz, quando ela no seu seio privilegiado brilhou, segundo a Promessa, na pessoa do Divino
Senhor - o Messias.
Como disse o apóstolo João:
- "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandeceu nas trevas,
e as trevas não a receberam."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

OS EXILADOS DA CAPELA (parte 3)

Os Exilados da Capela - Edgard Armond


A MÍSTICA DA SALVAÇÃO

Feito, assim, a largos traços, o relato dos acontecimentos ocorridos nesses tempos
remotíssimos da pré-história, sobre os quais a cortina de Chronos velou detalhes que teriam
para nós, hoje em dia, imensurável valor, vamos resumir agora o que sucedeu com os
quatro grandes povos citados, sobreviventes dos expurgos saneadores, povos esses cuja
história constitui o substrato, o pano de fundo do panorama espiritual do mundo até o
advento da história contemporânea.
É o relato do segundo ciclo da nossa divisão e vai centralizar a figura sublime e
consoladora do Messias de Deus que, nascendo na semente de Abraão e no seio do povo de
Israel, legou ao mundo um estatuto de vida moral maravilhoso, capaz de levantar os
homens aos mais altos cumes da evolução planetária em todos os tempos.


--- E, como seria natural que sucedesse, em todas essas incessantes atividades os
exilados foram, por seus líderes, os pioneiros, os guias e condutores do rebanho imenso.
Predominaram no mundo e absorveram por cruzamentos inúmeros a massa pouco
evoluída e semipassiva dos habitantes primitivos.
É verdade que não foi, nem tem sido possível até hoje, obter-se a fusão de todas as
raças numa só, de características uniformes e harmônicas - no que respeita principalmente à
condição moral - o que dá margem a que no planeta subsistam, coexistindo, tipos humanos
da mais extravagante disparidade: antropófagos ao lado de santos, silvícolas ao lado de
supercivilizados; isto, todavia, se compreende e justifica ao considerar que a Terra é um
orbe de expiação, onde forças diversas e todas de natureza inferior se entrechocam, rumo a
uma homogeneidade que só futuramente poderá ser conseguida.
Mas, por outro lado, também é certo que, se não fora a benéfica enxertia
representada pela imigração dos capelinos, muito mais retardada ainda seria a situação da
Terra no conjunto dos mundos que compõem o seu sistema sideral, mormente no campo
intelectual.

-- Sim: Rama, Fo-hi, Zoroastro, Hermes, Orfeu, Pitágoras, Sócrates, Confúcio e Platão
(para só nos referirmos aos mais conhecidos na história do mundo ocidental) ou o próprio
Cristo planetário em suas diferentes representações como Numu, Juno, Anfion, Antúlio,
Krisna, Moisés, Buda e finalmente Jesus, esses emissários ou avatares crísticos, em vários
pontos da Terra e em épocas diferentes, realmente vieram, numa seqüência harmoniosa e
uniforme, trazer aos homens sofredores os ensinamentos necessários ao aprimoramento dos
seus espíritos, ao alargamento da compreensão e ao apressamento dos seus resgates, todos
falando a mesma linguagem de redenção, segundo a época em que viveram e a mentalidade
dos povos em cujo seio habitaram.
*
Assim, pois, a lembrança do paraíso perdido e a mística da salvação pelo regresso,
tornaram-se comuns a todos os povos e influíram poderosamente no estabelecimento dos
cultos religiosos e das doutrinas filosóficas do mundo; e ainda mais se fortificaram e
tomaram corpo, mormente no que se refere aos descendentes de Abraão, quando Moisés a
isso se referiu, de forma tão clara e evidente, na sua Gênese, ao revelar a queda do primeiro
homem e a maldição que ficou pesando sobre toda a sua descendência.

--- E a tradição, se bem que de alguma forma transladada para uma concepção mais
alta ou mais mística, prevalece até nossos dias, nas religiões chamadas cristãs, ao
considerarem que os pecados dos homens foram resgatados por Jesus, no Calvário, pelo
preço do seu sangue, afastando da frente dos homens a responsabilidade inelutável do
esforço próprio para a redenção espiritual.

--- Por isso, a crença em um salvador divino foi se propagando no tempo e no espaço,
atravessando milênios, e a voz sugestiva e influente dos profetas de todas as partes, mas
notadamente os de Israel, nada mais fazia que difundir essa crença tornando-a, por fim,
universal.
- "É por essa razão" - diz Emmanuel - "que as epopéias do Evangelho foram
previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Emissário".

Como conseqüência disso, e por esperarem um deus, passaram, então, os homens a
admitir que Ele, o Senhor, não poderia nascer como qualquer outro ser humano, pelo
contato carnal impuro; como não conheciam outro processo de manifestação na carne,
senão a reprodução, segundo as leis do sexo, por toda parte começou a formar-se também a
convicção de que o Salvador nasceria de uma virgem que deveria conceber de forma
sobrenatural.
Por isso, na Índia lendária, os avatares divinos nascem de virgens, como de virgens
nasceram Krisna e Buda; no zodíaco de Rama, a Virgem lá estava no seu quadrante,
amamentando o filho; no Egito, a deusa Ísis, mãe de Hórus, é virgem; na China, Sching-
Mou, a Mãe Santa, é virgem; virgem foi a mãe de Zoroastro, o iluminado iniciador da
Pérsia; todas as demais tradições, como as dos druidas e até mesmo das raças nativas da
América, descendentes dos Atlantes, falavam dessa concepção misteriosa e não habitual.

---Pelo ano 500 a.C., muito antes do drama do Calvário e no tempo de Confúcio, que
era então ministro distribuidor de justiça do Império do Meio, foi ele procurado por um
dignitário real que o interrogou a respeito do Homem Santo: quem era, onde vivia, como
prestar-lhe honras...
O sábio, com a discrição e o entendimento que lhe eram próprios, respondeu que
não conhecia nenhum homem santo, nem ninguém que, no momento, fosse digno desse
nome; mas que ouvira dizer (quem o disse não sabia) que no Ocidente (em que lugar não
sabia) haveria num certo tempo (quando, não sabia) um homem que seria aquele que se
esperava.
E suas palavras foram guardadas; transcorreu o tempo e quando, muito mais tarde e
com enorme atraso, devido às distâncias e às dificuldades de comunicações, a notícia do
nascimento de Jesus chegou àquele longínquo e isolado país, o imperador Ming-Ti enviou
uma embaixada para conhecê-Lo e honrá-Lo; porém já se haviam passado sessenta anos
desde quando se consumara o sacrifício do Calvário.


--- Entre os cristãos primitivos havia o texto chamado "David cum sibyla" conhecido
como "Dies irae", referindo-se ao juízo final.
E nos templos pagãos dos gregos, romanos, egípcios, caldeus e persas, como nos
santuários, tantas vezes tenebrosos, onde as sibilas pontificavam, fazendo ouvir as vozes
misteriosas dos "manes" e das "pítias", todas elas, unissonamente, profetizaram sobre o
Messias esperado.

Ouçamo-las uma por uma:
Cassandra, a sibila Titurbina
Nos campos de Belém, em lugar agreste
Eis que uma virgem se torna mãe de um deus!
E o menino, nascido em carne mortal,
Suga o leite puro do seu seio casto.
Oh! Três vezes feliz! Tu aleitarás
O Filho do Eterno, protegendo-o com os teus braços.
A sibila Europa
Sob um pequeno alpendre, aberto, inabitado
O Rei dos Reis nasce pobremente.
Ele que tem o poder de dispor de todos os bens!
Vejam: sobre o feno, seu corpo descansa.
Os mortos, do Inferno, piedoso tirará.
Depois, triunfante, em glória, subirá aos céus.
A sibila Helespôntica (20)
(20) Que viveu por volta de 560 a.C.
Os povos não sofrerão mais, como no passado.
Verão em abundância as colheitas de Ceres.
Uma santa jovem, sendo mãe e virgem
Conceberá um filho de poder imortal.
Ele será deus da paz, e o mundo, perdido,
Será salvo por Ele.
A sibila Egípcia
O verbo se fez carne, sem poluição
Duma virgem Ele toma seu corpo.
Exprobará o vício; e a alma depravada
Ante Ele cobrirá a face.
Aqueles que ante Ele se arrependerem
Terão socorro e graça na hora do sofrimento.

(...)

E como poderiam essas mulheres inspiradas fechar os olhos à luz radiante que
descia dos céus? (25)
(25) Estas profecias foram rigorosamente cumpridas, o que demonstra o sublime
encadeamento dos eventos da vida espiritual planetária, como também prova o quanto eram
iluminados pela Verdade os instrumentos humanos que as proferiram.
---E o próprio Mestre, nos inesquecíveis dias da sua exemplificação evangélica não disse -
"que não vinha destruir a lei, mas cumpri-la?" E quantas vezes não advertiu: - "que era necessário
que assim procedesse, para que as escrituras se cumprissem!"
Portanto, nas tradições que cultuamos, a Verdade se contém indestrutível e do passado se
projeta no futuro como uma luz forte que ilumina todo o caminho da nossa marcha evolutiva.
E, por fim, a sibila Aneyra, da Frígia
"O Filho Excelso do Pai Poderoso,
Tendo sofrido a morte abate-se, frio, inerte,
Sobre o colo débil de sua mãe.
Vendo-lhe o corpo dessangrado
Ela sofre profundo golpe. Ei-lo! Está morto!
Sem Ele nós morreríamos em nossos próprios pecados."


A PASSAGEM DO MILÊNIO
Assim atingimos o último ciclo.
Dois mil anos são transcorridos, após o sublime avatar; entretanto, eis que a
humanidade vive agora um novo período de ansiosa e dolorosa expectativa; mais que
nunca, e justamente porque seu entendimento se alargou, crescendo sua responsabilidade,
necessita ela de um Redentor.
Porque os ensinamentos maravilhosos do Messias de Deus foram, em grande parte,
desprezados ou deturpados.
O rumo tomado pelas sociedades humanas não é aquele que o Divino Pastor
apontou ao rebanho bruto dos primeiros dias, aos Filhos da Promessa que desceram dos
céus, e continua a apontar às gerações já mais esclarecidas e conscientes dos nossos
tempos.
Os homens se desviaram por maus caminhos e se perderam nas sombras da maldade
e do crime.

Já dissemos e mostramos que, de tempos em tempos, periodicamente, a humanidade
atinge um momento de depuração, que é sempre precedido de um expurgo planetário, para
que dê um passo avante em sua rota evolutiva.
Estamos, agora, vivendo novamente um período desses e, nos planos espirituais
superiores, já se instala o divino tribunal; seu trabalho consiste na separação dos bons e dos
maus, dos compatíveis e incompatíveis com as novas condições de vida que devem reinar
na Terra futuramente.

SEPARANDO O JOIO DO TRIGO

No Evangelho, como já dissemos, está claramente demonstrada pelo próprio mestre
a natureza do veredito: passarão para a direita os espíritos julgados merecedores de acesso,
aqueles que, pelo seu próprio esforço, conseguiram a necessária transformação moral; os já
então incapazes de ações criminosas conscientes; os que tiverem dominado os instintos da
violência, pela paz; do egoísmo, pelo desprendimento; da ambição, pela renúncia; da
sensualidade, pela pureza.
Todos aqueles, enfim, que possuírem em seus perispíritos a luminosidade
reveladora da renovação, esses passarão para a direita; poderão fazer parte da nova
humanidade redimida; habitarão o mundo purificado do Terceiro Milênio, onde imperarão
novas leis, novos costumes, nova mentalidade social, e no qual os povos, pela sua elevada
conduta moral, tornarão uma realidade viva os ensinamentos do Messias.
Quanto aos demais, aqueles para os quais as luzes da vida espiritual ainda não se
acenderam, esses passarão para a esquerda, serão relegados a mundos inferiores, afins, onde
viverão imersos em provas mais duras e acerbas, prosseguindo na expiação de seus erros,
com os agravos da obstinação.
Todavia, a misericórdia, como sempre, os cobrirá, pois terão como tarefa redentora
o auxílio e a orientação das humanidades retardadas desses mundos, com vistas ao
apressamento de sua evolução coletiva.
Então, como sucedeu com os capelinos, em relação à Terra, assim sucederá com os
terrícolas em relação aos orbes menos felizes, para onde forem degredados e, perante os
quais como antigamente sucedeu, transformar-se-ão em Filhos de Deus, em anjos decaídos.

AS CRIANÇAS DO HOJE

--- Os que já estão vindo agora, formando uma geração de crianças tão diferentes de
tudo quanto tínhamos visto até o presente, são espíritos que vão tomar parte nos últimos
acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em
perspectiva; porém, os que vierem em seguida, serão já os da humanidade renovada, os
futuros homens da intuição, formadores de nova raça - a sexta - que habitará o mundo do
Terceiro Milênio.

MUNDO DE REGENERAÇÃO

Já estão descendo à Terra os Espíritos Missionários, auxiliares do Divino Mestre,
encarregados de orientar as massas e ampará-las nos tumultos e nos sofrimentos coletivos
que vão entenebrecer a vida planetária nestes últimos dias do século.

--- O Sol entrará, agora, no signo de Aquário.
Este é um signo de luz e de espiritualidade e governará um mundo novo onde, como
já dissemos, mais altos atributos morais caracterizarão o homem planetário; onde não
haverá mais lugar para as imperfeições que ainda hoje nos dominam; onde somente viverão
aqueles que forem dignos do título de Discípulos do Cristo em Espírito e Verdade.
O novo ciclo - que se chamará o Reino do Evangelho - será iniciado pelos homens
da Sexta Raça e terminado pelos da Sétima, e em seu transcurso a Terra se transformará de
mundo de expiação em mundo regenerado.

Em grande maioria, julgamos, os atuais moradores da Terra não serão dignos de
habitar esse mundo melhor, porque o nível médio da espiritualização planetária é ainda
muito precário; todavia, nem por isso seremos privados, qualquer que seja a nossa sorte,
dos benefícios da compaixão do Senhor e de Sua ajuda divina; e essa esperança nos levanta,
ainda em tempo, para novas lutas, novas tentativas, novos esforços redentores.

MENSAGEM PROFÉTICA
--- Ouçamos, agora, uma voz profética do Espaço, em mensagens mediúnicas:

"Como auxiliares dos Senhores de Mundos existem legiões de espíritos
eminentemente sábios e altamente poderosos, que planejam o funcionamento dos sistemas
siderais, com milhões de anos de antecedência; outros que planejam as formas de coisas e
seres, e outros, ainda, que fiscalizam esse funcionamento, fazendo com que as leis se
cumpram inexoravelmente.
Há um esmerado detalhamento, tanto no trabalho da criação como no do
funcionamento dos sistemas e dos orbes. Enquanto a ciência terrestre se ocupa unicamente
de fatos referentes aos limitados horizontes que lhe são marcados, a ciência dos Espaços
opera na base de galáxias, de sistemas e de orbes, em conjunto, abrangendo vastos e
incomensuráveis horizontes no tempo e no espaço.
No que se respeita aos astros individualmente e aos sistemas, a supervisão destes
trabalhos compete a espíritos da esfera crística que, na hierarquia celestial, se conhecem
como Senhores de Mundos.
Estes espíritos, quando descem aos mundos materiais, fazem-no após demorada e
dolorosa preparação, por estradas vibratórias rasgadas através de esferas cada vez mais
pesadas, descendo de plano a plano até surgirem crucificados como deuses nos ergástulos
da matéria que forma o plano onde se detêm, na execução das tarefas salvadoras.
A vida humana nos mundos inferiores, por muito curta que seja, não permite que os
espíritos encarnados percebam a extensão, a amplitude e a profundidade das sublimes
atividades desses altíssimos espíritos; seria preciso unir muitas vidas sucessivas, numa
seqüência de milênios, para ter um vislumbre, conquanto ainda ínfimo, desse trabalho
criativo e funcional que se opera no campo da vida infinita.

Os períodos de expurgo estão também previstos nesse planejamento imenso.
Quando os orbes se aproximam desses períodos, entram em uma fase de transição durante a
qual aumenta enormemente a intensidade física e emocional da vida dos espíritos
encarnados ali, quase sempre de baixo teor vibratório, vibração essa que se projeta
maleficamente na aura própria do orbe e nos planos espirituais que lhe são adjacentes;
produz-se uma onda de magnetismo deletério, que erige um processo, quase sempre
violento e drástico, de purificação geral.

O processo do expurgo

Estamos, agora, em pleno regime dum período destes. O expurgo que se aproxima
será feito em grande parte com auxílio de um astro 3.200 vezes maior que a Terra, que para
aqui se movimenta, rapidamente, há alguns séculos, e sua influência já começou a se
exercer sobre a Terra deforma decisiva, quando o calendário marcou o início do segundo
período deste século.
Essa influência irá aumentando progressivamente até esta época, que será para todos
os efeitos o momento crucial desta dolorosa transição.
Como sua órbita é oblíqua em relação ao eixo da Terra, quando se aproximar mais,
pela força magnética de sua capacidade de atração de massas, promoverá a verticalização
do eixo com todas as terríveis conseqüências que este fenômeno produzirá.
Por outro lado, quando se aproximar, também sugará da aura terrestre todas as
almas que afinem com ele no mesmo teor vibratório de baixa tensão; ninguém resistirá à
força tremenda de sua vitalidade magnética; da Crosta, do Umbral e das Trevas nenhum
espírito se salvará dessa tremenda atração e será arrastado para o bojo incomensurável do
passageiro descomunal.
Com a verticalização do eixo da Terra, profundas mudanças ocorrerão: maremotos,
terremotos, afundamento de terras, elevação de outras, erupções vulcânicas, degelos e
inundações de vastos territórios planetários, profundas alterações atmosféricas e climáticas,
fogo e cinzas, terror e morte por toda a parte.
Mas, passados os tormentosos dias, os pólos se tornarão novamente habitáveis e a
Terra se renovará em todos os sentidos, reflorescendo a vida humana em condições mais
perfeitas e mais felizes. A humanidade que virá habita-la será formada de espíritos mais
evoluídos, já filiados às hostes do Cristo, amanhadores de sua seara de amor e de luz,
evangelizados, que já desenvolveram em apreciável grau as formosas virtudes da alma que
são atributos de DISCÍPULOS.
Milhares de condenados já estão sentindo, na Crosta e nos Espaços, a atração
terrível, o fascínio desse abismo que se aproxima, e suas almas já se tornam inquietas e
aflitas. Por toda parte do mundo a paz, a serenidade, a confiança, a segurança
desapareceram, substituídas pela angústia, pelo temor, pelo ódio, e haverá dias, muito
próximos, em que verdadeiro pânico tomará conta das multidões, como epidemias
contagiantes e velozes.
A partir de agora, diz a mensagem, a população do orbe tenderá a diminuir com os
cataclismos da Natureza e com as destruições inconcebíveis provocadas pelos próprios
homens. No momento final do expurgo somente uma terça parte da humanidade se
encontrará ainda encarnada; bilhões de almas aflitas e trementes sofrerão nos Espaços a
atração mortífera do terrível agente cósmico.

MENSAGEM FINAL

--- Voltemo-nos, pois, para o Cristo, enquanto é tempo; filiemo-nos entre os que o
servem, com humildade e amor, servindo ao próximo, e abramos os nossos corações,
amplamente, amorosamente, para o sofrimento do mundo, do nosso mundo..." (27)
(27) Estas revelações diferem muito pouco do que foi previsto por Nostradamus e outros;
um dos pontos diferentes é no afirmar que a verticalização do eixo terrestre será promovida pela
aproximação de um planeta, quando Nostradamus afirma que o será pela Lua.

No fim deste século, o clima em todo o mundo estará mais quente, o nível dos
oceanos estará mais elevado e os ventos mudarão de direção.
É esta a conclusão a que chegaram os cientistas do Observatório Geofísico de
Leningrado, na Rússia, depois de estudarem matematicamente as tendências das mudanças
climáticas ocorridas até agora na Terra.
Dizem eles que com o aumento da temperatura da atmosfera terrestre, no fim do
século, as calotas polares terão retrocedido (diminuído) consideravelmente e haverá
modificações na distribuição das chuvas.
Estes prenúncios científicos destacam justamente os pontos mais marcantes das
previsões espirituais que têm sido reveladas aos homens encarnados pelo Plano Espiritual,
através de médiuns de confiança, que asseguram a necessária autenticidade das
comunicações.

--- E enquanto nossos olhos conturbados perscrutam os céus, seguindo, aflitos, a réstia
branca de luz que deixa, na sua esteira, a linda Capela, o orbe longínquo dos nossos sonhos,
reboa ainda aos nossos ouvidos, vindas das profundezas do tempo, as palavras
comovedoras de João, nos repetindo:
- "Ele era a luz dos homens, a luz resplandeceu nas trevas e as trevas não a
receberam." (Jo,1:4-5)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Apresentação

Amigos,
Há uns poucos anos venho me encantando com a descoberta de livros que têm o objetivo de acrescentar algo de positivo aos leitores, não apenas a intenção de entreter ou passar o tempo, como costumamos dizer.
Sempre tive a mania de marcar trechos de livros com o lápis e na falta de, até com a caneta, com excessão dos livros que tomo emprestado, é claro.
A idéia do blog é justamente postar os trechos marcados destes livros para que possam despertar a curiosidade dos que ainda não leram, também daqueles que têm um pouco de preguiça, falta de tempo e até ajudar àqueles que gostam de ler na escolha do próximo livro; diante do mar de opções que se colocam a nossa frente.
Não tenho a intenção de fazer resumos dos livros, nem elaborar comentários ou postar percepções pessoais, o objetivo é apenas trazer os trechos que considerei ter-me transmitido algo especial, assim como espero que aconteça com os visitantes.
Tenho me interessado bastante por livros espíritas e espiritualistas mas me interesso também por artes e ciências humanas como psicologia, filosofia, história, antropologia etc.
Alguns pequenos trechos acrescentei e marquei com itálico para melhor contextualização da passagem.

Os Mensageiros - André Luiz

"Para quem assistiu ao filme “O Nosso Lar”, baseado no livro de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, ‘Os Mensageiros’ seria o capítulo seguinte da trajetória do autor no mundo espiritual. Além de surpreendentes informações sobre o ‘outro lado’, o livro explica a atuação desses espíritos no nosso plano, assim como presenteia-nos com interessantes análises de questões científico-espirituais." (Theo)


Frases
---Não falta concurso divino ao trabalhador de boa vontade.

---A árvore, para produzir, não reclama as folhas mortas. Para nós, atualmente, meu amigo, o mal é simples resultado da ignorância e nada mais.

Culpa Indireta

---- Tenho um amigo, nosso colega de profissão, que se encontra
nas zonas inferiores, há alguns anos, atormentado por dois
inimigos cruéis. Acontece que ele muito faliu como homem e
médico. Era cirurgião exímio, mas, tão logo alcançou renome e
respeito geral, impressionou-se com as aquisições monetárias e
caiu desastradamente. Nos dias de grandes negócios financeiros,
deslocava a mente das obrigações veneráveis, colocando-a distante,
na esfera dos banqueiros comuns. Não fosse a proteção espiritual,
essa atitude teria comprometido oportunidades vitais de
muita gente. A colaboração do pobre amigo tornara-se quase nula,
e alguns desencarnados nas intervenções cirúrgicas que ele prati
cava, notando-lhe a irresponsabilidade, atribuíram-lhe a causa da
morte física, quando não a esperavam, votando-lhe ódio terrível.
Amigos do operador prestaram esclarecimentos justos a muitos;
entretanto, dois deles, mais ignorantes e maldosos, perseveraram
na estranha atitude e o esperaram no limiar do sepulcro.

– Realmente, não tem a culpa da morte deles. Nada fez para
interromper-lhes a existência física. Mas é responsável pela inimizade
e incompreensão criadas na mente dessas pobres criaturas,
porque, não estando seguro do seu dever, nem tranqüilo com a
consciência, o nosso amigo julga-se culpado, em razão das outras
falhas a que se entregou imprevidentemente. Todo erro traz fraqueza
e, assim sendo, o nosso colega, por enquanto, não adquiriu
forças para se desvencilhar dos algozes. Perante a Justiça Divina,
portanto, ele não resgata crimes inexistentes, mas repara certas
faltas graves e aprende a conhecer-se a si mesmo, a entender as
obrigações nobres e praticá-las, compreendendo, por fim, a felicidade
dos que sabem ser úteis com segurança de fé em Deus e em
si mesmos. A noção do dever bem cumprido, André, ainda que
todos os homens permaneçam contra nós, é uma luz firme para o
dia e abençoado travesseiro para a noite. O nosso colega, tendo
abusado da profissão, entrou em dolorosa prova.

– Ah! sim – exclamei –, agora compreendo. Onde exista uma
falta, pode haver muitas perturbações; onde apagamos a luz,
podemos cair em qualquer precipício.

Oração

---Não podemos abusar da oração aqui, segundo antigas viciações do sentimento
terrestre. No círculo carnal, costumamos utilizá-la em obediência
a delituosos caprichos, suplicando facilidades que surgiriam em
detrimento de nossa própria iluminação. Aqui, todavia, André, a
oração é compromisso da criatura para com Deus, compromisso
de testemunhos, esforço e dedicação aos superiores desígnios.
Toda prece, entre nós, deve significar, acima de tudo, fidelidade
do coração. Quem ora, em nossa condição espiritual, sintoniza a
mente com as esferas mais altas e novas luzes lhe abrilhantam os
caminhos.

---– Estamos colhendo mais um ensinamento
sobre os efeitos da prece. Nunca poderemos enumerar todos os
benefícios da oração. Toda vez que se ora num lar, prepara-se a
melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui
emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o
culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação
interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas
claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz
consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transformase
em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam
choques de vulto, em contacto com as vibrações luminosas
deste santuário doméstico, e é por isso que os espíritos inferiores se mantêm a
distância, procurando outros rumos...



Nossos Erros


– Infelizmente, na feição coletiva, somos ainda aquela Jerusalém
escravizada ao erro. Todos os dias somos curados por Jesus e
todos os dias conduzimo-lo ao madeiro. Nossas obras estão reduzidas
quase a simples recapitulações que fracassam sempre. Não
saímos do estágio da experiência. E, dolorosamente para nós,
estamos sempre a ensaiar, no mundo, a política com os Césares, a
justiça com os Pilatos, a fé religiosa com os Fariseus, o sacerdócio
com os rabinos do Sinédrio, a crença com os Jairos que acreditam
e duvidam ao mesmo tempo, os negócios com os Anases e Caifases.
Neste passo, não podemos prever a extensão dos acontecimentos
cruciais.

Manter inimigos á distância sem feri-los

– Contam as tradições populares da Índia que existia uma
serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a
passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a
serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que
em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a,
porém, com o olhar sereno, e falou: – Minha irmã, é da lei que
não façamos mal a ninguém. A víbora recolheu-se, envergonhada.
Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente.
Procurou os lugares habitados pelo homem, como
desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente
pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe
identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças
davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada.
Vivia aflita, medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo voltou
pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando
tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história
amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas
perseguiam-na e apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu
após ouvi-la:
– Mas, minha irmã, houve engano de tua parte. Aconselhei-te
a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição,
mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não
ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da
vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas,
nem firas, mas é preciso manter o perverso a distância, mostrando-
lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.

Deus não desampara

----Todos os nossos desejos e impulsos
razoáveis são atendidos pelas bênçãos paternais do Eterno. Ainda
que nos demoremos nas lágrimas e nas aflições, jamais permanecemos
ao desamparo. Apenas devemos salientar que as respostas
de Deus vão sendo maiores e mais diretas, à medida que se intensifique
o nosso merecimento, competindo-nos reconhecer que,
para semelhantes respostas, são utilizados todos quantos trazem
consigo a luz da bondade, ou já possuem mérito e confiança para
auxiliar em nome de Deus.


Visita de parentes desencarnados

---Há tempos, autorizei a visita de dois
colegas nossos à esfera da Crosta, a fim de reverem as viúvas e
abraçarem de novo os filhinhos; mas foram tão violentamente
surpreendidos pela situação, que não puderam voltar aos seus
deveres aqui, lá ficando agarrados ao ninho que haviam abandonado.
Não vigiaram o coração, convenientemente. Ouviram, em
demasia, o pranto dos familiares terrestres, envolveram-se nos
pesados fluidos do clima doméstico e, passada a semana de licença,
não conseguiram erguer-se para o regresso. Estavam como
pássaros aprisionados pelo visgo das tentações. Os encarregados
do noticiário particular voltaram ao Posto sem eles, com grande
surpresa para mim. E, francamente, não sei quando poderão reassumir
as funções que lhes cabem. O prejuízo de ambos é muito
grande.

Desculpa para servir

--- E o “desculpismo”? Nesse terreno de assistência espiritual,
verão, um dia, quantos pretextos são inventados pelas criaturas
terrestres por fugir ao testemunho da verdade divina, nas tarefas
que lhes são próprias. Os mordomos da responsabilidade alegam
excesso de deveres, os servidores da obediência afirmam ausência
de ensejo. Os que guardam possibilidades financeiras montam
guarda ao patrimônio amoedado, os que receberam a bênção da
pobreza de recursos monetários aconselham-se com a revolta. Os
moços declaram-se muito jovens para cultivar as realidades sublimes,
os mais idosos afirmam-se inúteis para servi-las. Os casados
reclamam quanto à família, os solteiros queixam-se da ausência
dela. Dizem os doentes que não podem, comentam os sãos que
não precisam. Raros companheiros encarnados conseguem viver
sem a contradição.

O arquivo que carregamos

–-- Conheço a sua sede, André. Não precisa perguntar. Impressionou-
se você com a grandeza espiritual da nobre companheira
do nosso amigo. Não precisarei alinhar esclarecimentos. Recorda-se
de Ana, a infeliz criatura que dorme nos pavilhões, entre pesadelos
cruéis? Lembra-se de Paulo, o caluniador? Não os viu carregando
pesados fardos mentais? Cada um de nós traz, nos caminhos
da vida, os arquivos de si mesmo. Enquanto os maus exibem
o inferno que criaram para o íntimo, os bons revelam o paraíso
que edificaram no próprio coração. Ismália já amontoou muitos
tesouros que as traças não roem. Ela já pode dar da infinita harmonia
a que se devotou pela bondade e pelo divino amor. A luz
que vimos é a mesma que jorra do plano superior, de maneira
incessante, inundando os caminhos da vida, mas a melodia, a
prece e as flores constituem sublime criação dessa alma santificada.
Ela repartiu conosco, neste momento, uma parte dos seus
tesouros eternos! Peçamos ao Senhor, meu amigo, que não tenhamos
recebido em vão as sublimes dádivas!

--- Repararam como este homem traz a mente enfermiça? É um
dos curiosos doentes, encarnados. Tem vasta cultura e, todavia,
como traz o sentimento envenenado, tudo quanto lhe cai nos
raciocínios participa da geral intoxicação. É pesquisador de superfície,
como ocorre a muita gente. Tudo espera dos outros, examina
seu semelhante, mas não ausculta a si mesmo. Quer a realização
divina sem o esforço humano; reclama a graça, formulando a
exigência; quer o trigo da verdade, sem participar da semeadura;
espera a tranqüilidade pela fé, sem dar-se ao trabalho das obras;
estima a ciência, sem consultar a consciência; prefere a facilidade,
sem filiar-se à responsabilidade, e, vivendo no torvelinho de
continuadas libações, agarrado aos interesses inferiores e à satisfação dos sentidos físicos, em caráter absoluto, está aguardando
mensagens espirituais...


Influência dos encarnados

--- Estamos a pouca distância dos homens, nossos irmãos na carne. E sabemos que, na Crosta, a situação não é diferente. Quantos materialistas se fantasiam, por
lá, de filósofos? Quantos demônios com capa de santos? Quanta má fé a fingir generosidade e boas intenções? A influência da Humanidade encarnada em nosso núcleo de serviço é vigorosa e inevitável.

Visitando a Terra

----Entre dezoito e dezenove horas, atingimos uma casa singela
de bairro modesto. No longo percurso, através de ruas movimentadas,
surpreendia-me, sobremaneira, por se me depararem quadros
totalmente novos. Identificava, agora, a presença de muitos
desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes
vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos dependuravam-
se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes.
Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras
nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao
solo.

----Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? – indagava
nosso orientador, percebendo-nos a estranheza e o desejo
de aprender cada vez mais.
Como não soubéssemos definir com exatidão, prosseguia explicando:
– São nuvens de bactérias variadas. Flutuam quase sempre
também, em grupos compactos, obedecendo ao princípio das
afinidades. Reparem aqueles arabescos de sombra...
E indicava-nos certos edifícios e certas regiões citadinas.
– Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente
obscuros!... São zonas de matéria mental inferior, matéria que é
expelida incessantemente por certa classe de pessoas. Se demorarmos
em nossas investigações, veremos igualmente os monstros
que se arrastam nos passos das criaturas, atraídos por elas mesmas...



A Calúnia

--A calúnia, Nieta, é uma serpente
que ameaça o coração; entretanto, se a encararmos de frente,
fortes e tranqüilas, veremos, a breve tempo, que a serpente não
tem vida própria. É víbora de brinquedo a se quebrar como vidro,
pelo impulso de nossas mãos. E, vencido o espantalho, em lugar
da serpente, teremos conosco a flor da virtude. Não temas, querida!
Não percas a sagrada oportunidade de testemunhar a compreensão
de Jesus!...


Um espírito protetor não pôde agir

---Glicério, como permitiu semelhante acontecimento? Este
trecho da estrada está sob sua responsabilidade direta. (superior perguntando ao espírito protetor)
O subordinado, respeitoso, considerou sensatamente:
– Fiz o possível por salvar este homem, que, aliás, é um pobre
pai de família. Meus esforços foram improfícuos, pela imprudência
dele. Há muito procuro cercá-lo de cuidados, sempre que
passa por aqui; entretanto, o infeliz não tem o mínimo respeito
pelos dons naturais de Deus. É de uma grosseria inominável para
com os animais que o auxiliam a ganhar o pão. Não sabe senão
gritar, encolerizar-se, surrar e ferir. Tem a mente fechada às sugestões
do agradecimento. Não estima senão a praga e o chicote.
Hoje, tanto perturbou o pobre muar que o ajuda, tanto o castigou,
que pareceu mais animalizado... Quando se tornou quase irracional,
pelo excesso de fúria e ingratidão, meu auxílio espiritual se
tornou ineficiente. Atormentado pelas descargas de cólera do
condutor, o burro humilde o atacou com a pata. Que fazer? Minha
obrigação foi cumprida...

---– Auxiliemos o homem, quanto esteja em nossas mãos, cumpramos
nosso dever com o bem, mas não desprezemos as lições.
Esse trabalhador imprudente foi punido por si mesmo. A cólera é punida por suas conseqüências. Ao mal segue-se o mal. Se os
seres inferiores, nossos irmãos no grande lar da vida, nos fornecem
os valores do serviço, devemos dar-lhes, por nossa vez, os
valores da educação. Ora, ninguém pode educar odiando, nem
edificar algo de útil com a fúria e a brutalidade.


O nitrogênio

---Sempre, ao voltarmos à Crosta, envolvendo-nos em fluidos do
círculo carnal, levamos muito longe a aquisição de nitrogênio.
“Convertemos em tragédia mundial o que poderia constituir a
procura serena e edificante.
“Como sabemos, organismo algum poderá viver na Terra sem
essa substância e, embora se locomova, no oceano de nitrogênio,
respirando-o na média de mil litros por dia, não pode o homem,
como nenhum ser vivo do planeta, apropriar-se do nitrogênio do
ar. Por enquanto, não permite o Senhor a criação de células nos
organismos viventes do nosso mundo, que procedam à absorção
espontânea desse elemento de importância primordial na manutenção
da vida, como acontece ao oxigênio comum. Somente as
plantas, infatigáveis operárias do orbe, conseguem retirá-lo do
solo, fixando-o para o entretenimento da vida noutros seres. Cada
grão de trigo é uma bênção nitrogenada para sustento das criaturas,
cada fruto da terra é uma bolsa de açúcar e albumina, repleta
do nitrogênio indispensável ao equilíbrio orgânico dos seres vivos.

“Todas as indústrias agropecuárias não representam, na essência,
senão a procura organizada e metódica do precioso elemento
da vida. Se o homem conseguisse fixar dez gramas, aproximadamente,
dos mil litros de nitrogênio que respira diariamente,
a Crosta estaria transformada no paraíso verdadeiramente espiritual.
Mas, se muito nos dá o Senhor, é razoável que exija a colaboração
do nosso esforço na construção da nossa própria felicidade.

Espíritos palpiteiros

--- Muitas entidades desencarnadas estimam o fornecimento de
palpites para as diversas situações e dificuldades terrestres, mas
esses pobres amigos estacionam desastradamente em questões
subalternas, incapazes de uma visão mais alta, em face dos horizontes
infinitos da vida eterna, convertendo-se em meros escravos
de mentalidades inferiores, encarnadas na Terra. Esquecem que o
nosso interesse imediato, agora, deve ser, acima de todos, aquele
que se refira à espiritualidade superior. Nossos irmãos inquietos,
que forneçam palpites a preguiçosas mentes encarnadas, sobre
assuntos referentes à responsabilidade justa e necessária do homem,
devem fazê-lo de própria conta.

Linda Oração

---– “Senhor, ensina-nos a receber as bênçãos do serviço! Ainda
não sabemos, Amado Jesus, compreender a extensão do trabalho
que nos confiaste! Permite, Senhor, possamos formar em nossa
alma a convicção de que a Obra do Mundo te pertence, a fim de
que a vaidade não se insinue em nossos corações com as aparências
do bem!
“Dá-nos, Mestre, o espírito de consagração aos nossos deveres
e desapego aos resultados que pertencem ao teu amor!
“Ensina-nos a agir sem as algemas das paixões, para que reconheçamos
os teus santos objetivos!
“Senhor Amorável, ajuda-nos a ser teus leais servidores; Amoroso,
concede-nos, ainda, as tuas lições; Juiz Reto, conduzenos
aos caminhos direitos;
“Médico Sublime, restaura-nos a saúde;
“Pastor Compassivo, guia-nos à frente das águas vivas;
“Engenheiro Sábio, dá-nos teu roteiro;
“Administrador Generoso, inspira-nos a tarefa;
“Semeador do Bem, ensina-nos a cultivar o campo de nossas
almas;
“Carpinteiro Divino, auxilia-nos a construir nossa casa eterna;
Oleiro Cuidadoso, corrige-nos o vaso do coração;
“Amigo Desvelado, sê indulgente, ainda, para com as nossas
fraquezas;
“Príncipe da Paz, compadece-te de nosso espírito frágil, abre
nossos olhos e mostra-nos a estrada de teu Reino!”