Os Exilados da Capela - Edgard Armond
Feito, assim, a largos traços, o relato dos acontecimentos ocorridos nesses tempos
remotíssimos da pré-história, sobre os quais a cortina de Chronos velou detalhes que teriam
para nós, hoje em dia, imensurável valor, vamos resumir agora o que sucedeu com os
quatro grandes povos citados, sobreviventes dos expurgos saneadores, povos esses cuja
história constitui o substrato, o pano de fundo do panorama espiritual do mundo até o
advento da história contemporânea.
É o relato do segundo ciclo da nossa divisão e vai centralizar a figura sublime e
consoladora do Messias de Deus que, nascendo na semente de Abraão e no seio do povo de
Israel, legou ao mundo um estatuto de vida moral maravilhoso, capaz de levantar os
homens aos mais altos cumes da evolução planetária em todos os tempos.
--- E, como seria natural que sucedesse, em todas essas incessantes atividades os
exilados foram, por seus líderes, os pioneiros, os guias e condutores do rebanho imenso.
Predominaram no mundo e absorveram por cruzamentos inúmeros a massa pouco
evoluída e semipassiva dos habitantes primitivos.
É verdade que não foi, nem tem sido possível até hoje, obter-se a fusão de todas as
raças numa só, de características uniformes e harmônicas - no que respeita principalmente à
condição moral - o que dá margem a que no planeta subsistam, coexistindo, tipos humanos
da mais extravagante disparidade: antropófagos ao lado de santos, silvícolas ao lado de
supercivilizados; isto, todavia, se compreende e justifica ao considerar que a Terra é um
orbe de expiação, onde forças diversas e todas de natureza inferior se entrechocam, rumo a
uma homogeneidade que só futuramente poderá ser conseguida.
Mas, por outro lado, também é certo que, se não fora a benéfica enxertia
representada pela imigração dos capelinos, muito mais retardada ainda seria a situação da
Terra no conjunto dos mundos que compõem o seu sistema sideral, mormente no campo
intelectual.
-- Sim: Rama, Fo-hi, Zoroastro, Hermes, Orfeu, Pitágoras, Sócrates, Confúcio e Platão
(para só nos referirmos aos mais conhecidos na história do mundo ocidental) ou o próprio
Cristo planetário em suas diferentes representações como Numu, Juno, Anfion, Antúlio,
Krisna, Moisés, Buda e finalmente Jesus, esses emissários ou avatares crísticos, em vários
pontos da Terra e em épocas diferentes, realmente vieram, numa seqüência harmoniosa e
uniforme, trazer aos homens sofredores os ensinamentos necessários ao aprimoramento dos
seus espíritos, ao alargamento da compreensão e ao apressamento dos seus resgates, todos
falando a mesma linguagem de redenção, segundo a época em que viveram e a mentalidade
dos povos em cujo seio habitaram.
*
Assim, pois, a lembrança do paraíso perdido e a mística da salvação pelo regresso,
tornaram-se comuns a todos os povos e influíram poderosamente no estabelecimento dos
cultos religiosos e das doutrinas filosóficas do mundo; e ainda mais se fortificaram e
tomaram corpo, mormente no que se refere aos descendentes de Abraão, quando Moisés a
isso se referiu, de forma tão clara e evidente, na sua Gênese, ao revelar a queda do primeiro
homem e a maldição que ficou pesando sobre toda a sua descendência.
--- E a tradição, se bem que de alguma forma transladada para uma concepção mais
alta ou mais mística, prevalece até nossos dias, nas religiões chamadas cristãs, ao
considerarem que os pecados dos homens foram resgatados por Jesus, no Calvário, pelo
preço do seu sangue, afastando da frente dos homens a responsabilidade inelutável do
esforço próprio para a redenção espiritual.
--- Por isso, a crença em um salvador divino foi se propagando no tempo e no espaço,
atravessando milênios, e a voz sugestiva e influente dos profetas de todas as partes, mas
notadamente os de Israel, nada mais fazia que difundir essa crença tornando-a, por fim,
universal.
- "É por essa razão" - diz Emmanuel - "que as epopéias do Evangelho foram
previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Emissário".
Como conseqüência disso, e por esperarem um deus, passaram, então, os homens a
admitir que Ele, o Senhor, não poderia nascer como qualquer outro ser humano, pelo
contato carnal impuro; como não conheciam outro processo de manifestação na carne,
senão a reprodução, segundo as leis do sexo, por toda parte começou a formar-se também a
convicção de que o Salvador nasceria de uma virgem que deveria conceber de forma
sobrenatural.
Por isso, na Índia lendária, os avatares divinos nascem de virgens, como de virgens
nasceram Krisna e Buda; no zodíaco de Rama, a Virgem lá estava no seu quadrante,
amamentando o filho; no Egito, a deusa Ísis, mãe de Hórus, é virgem; na China, Sching-
Mou, a Mãe Santa, é virgem; virgem foi a mãe de Zoroastro, o iluminado iniciador da
Pérsia; todas as demais tradições, como as dos druidas e até mesmo das raças nativas da
América, descendentes dos Atlantes, falavam dessa concepção misteriosa e não habitual.
---Pelo ano 500 a.C., muito antes do drama do Calvário e no tempo de Confúcio, que
era então ministro distribuidor de justiça do Império do Meio, foi ele procurado por um
dignitário real que o interrogou a respeito do Homem Santo: quem era, onde vivia, como
prestar-lhe honras...
O sábio, com a discrição e o entendimento que lhe eram próprios, respondeu que
não conhecia nenhum homem santo, nem ninguém que, no momento, fosse digno desse
nome; mas que ouvira dizer (quem o disse não sabia) que no Ocidente (em que lugar não
sabia) haveria num certo tempo (quando, não sabia) um homem que seria aquele que se
esperava.
E suas palavras foram guardadas; transcorreu o tempo e quando, muito mais tarde e
com enorme atraso, devido às distâncias e às dificuldades de comunicações, a notícia do
nascimento de Jesus chegou àquele longínquo e isolado país, o imperador Ming-Ti enviou
uma embaixada para conhecê-Lo e honrá-Lo; porém já se haviam passado sessenta anos
desde quando se consumara o sacrifício do Calvário.
--- Entre os cristãos primitivos havia o texto chamado "David cum sibyla" conhecido
como "Dies irae", referindo-se ao juízo final.
E nos templos pagãos dos gregos, romanos, egípcios, caldeus e persas, como nos
santuários, tantas vezes tenebrosos, onde as sibilas pontificavam, fazendo ouvir as vozes
misteriosas dos "manes" e das "pítias", todas elas, unissonamente, profetizaram sobre o
Messias esperado.
Ouçamo-las uma por uma:
Cassandra, a sibila Titurbina
Nos campos de Belém, em lugar agreste
Eis que uma virgem se torna mãe de um deus!
E o menino, nascido em carne mortal,
Suga o leite puro do seu seio casto.
Oh! Três vezes feliz! Tu aleitarás
O Filho do Eterno, protegendo-o com os teus braços.
A sibila Europa
Sob um pequeno alpendre, aberto, inabitado
O Rei dos Reis nasce pobremente.
Ele que tem o poder de dispor de todos os bens!
Vejam: sobre o feno, seu corpo descansa.
Os mortos, do Inferno, piedoso tirará.
Depois, triunfante, em glória, subirá aos céus.
A sibila Helespôntica (20)
(20) Que viveu por volta de 560 a.C.
Os povos não sofrerão mais, como no passado.
Verão em abundância as colheitas de Ceres.
Uma santa jovem, sendo mãe e virgem
Conceberá um filho de poder imortal.
Ele será deus da paz, e o mundo, perdido,
Será salvo por Ele.
A sibila Egípcia
O verbo se fez carne, sem poluição
Duma virgem Ele toma seu corpo.
Exprobará o vício; e a alma depravada
Ante Ele cobrirá a face.
Aqueles que ante Ele se arrependerem
Terão socorro e graça na hora do sofrimento.
(...)
E como poderiam essas mulheres inspiradas fechar os olhos à luz radiante que
descia dos céus? (25)
(25) Estas profecias foram rigorosamente cumpridas, o que demonstra o sublime
encadeamento dos eventos da vida espiritual planetária, como também prova o quanto eram
iluminados pela Verdade os instrumentos humanos que as proferiram.
---E o próprio Mestre, nos inesquecíveis dias da sua exemplificação evangélica não disse -
"que não vinha destruir a lei, mas cumpri-la?" E quantas vezes não advertiu: - "que era necessário
que assim procedesse, para que as escrituras se cumprissem!"
Portanto, nas tradições que cultuamos, a Verdade se contém indestrutível e do passado se
projeta no futuro como uma luz forte que ilumina todo o caminho da nossa marcha evolutiva.
E, por fim, a sibila Aneyra, da Frígia
"O Filho Excelso do Pai Poderoso,
Tendo sofrido a morte abate-se, frio, inerte,
Sobre o colo débil de sua mãe.
Vendo-lhe o corpo dessangrado
Ela sofre profundo golpe. Ei-lo! Está morto!
Sem Ele nós morreríamos em nossos próprios pecados."
A PASSAGEM DO MILÊNIO
Assim atingimos o último ciclo.
Dois mil anos são transcorridos, após o sublime avatar; entretanto, eis que a
humanidade vive agora um novo período de ansiosa e dolorosa expectativa; mais que
nunca, e justamente porque seu entendimento se alargou, crescendo sua responsabilidade,
necessita ela de um Redentor.
Porque os ensinamentos maravilhosos do Messias de Deus foram, em grande parte,
desprezados ou deturpados.
O rumo tomado pelas sociedades humanas não é aquele que o Divino Pastor
apontou ao rebanho bruto dos primeiros dias, aos Filhos da Promessa que desceram dos
céus, e continua a apontar às gerações já mais esclarecidas e conscientes dos nossos
tempos.
Os homens se desviaram por maus caminhos e se perderam nas sombras da maldade
e do crime.
Já dissemos e mostramos que, de tempos em tempos, periodicamente, a humanidade
atinge um momento de depuração, que é sempre precedido de um expurgo planetário, para
que dê um passo avante em sua rota evolutiva.
Estamos, agora, vivendo novamente um período desses e, nos planos espirituais
superiores, já se instala o divino tribunal; seu trabalho consiste na separação dos bons e dos
maus, dos compatíveis e incompatíveis com as novas condições de vida que devem reinar
na Terra futuramente.
SEPARANDO O JOIO DO TRIGO
No Evangelho, como já dissemos, está claramente demonstrada pelo próprio mestre
a natureza do veredito: passarão para a direita os espíritos julgados merecedores de acesso,
aqueles que, pelo seu próprio esforço, conseguiram a necessária transformação moral; os já
então incapazes de ações criminosas conscientes; os que tiverem dominado os instintos da
violência, pela paz; do egoísmo, pelo desprendimento; da ambição, pela renúncia; da
sensualidade, pela pureza.
Todos aqueles, enfim, que possuírem em seus perispíritos a luminosidade
reveladora da renovação, esses passarão para a direita; poderão fazer parte da nova
humanidade redimida; habitarão o mundo purificado do Terceiro Milênio, onde imperarão
novas leis, novos costumes, nova mentalidade social, e no qual os povos, pela sua elevada
conduta moral, tornarão uma realidade viva os ensinamentos do Messias.
Quanto aos demais, aqueles para os quais as luzes da vida espiritual ainda não se
acenderam, esses passarão para a esquerda, serão relegados a mundos inferiores, afins, onde
viverão imersos em provas mais duras e acerbas, prosseguindo na expiação de seus erros,
com os agravos da obstinação.
Todavia, a misericórdia, como sempre, os cobrirá, pois terão como tarefa redentora
o auxílio e a orientação das humanidades retardadas desses mundos, com vistas ao
apressamento de sua evolução coletiva.
Então, como sucedeu com os capelinos, em relação à Terra, assim sucederá com os
terrícolas em relação aos orbes menos felizes, para onde forem degredados e, perante os
quais como antigamente sucedeu, transformar-se-ão em Filhos de Deus, em anjos decaídos.
AS CRIANÇAS DO HOJE
--- Os que já estão vindo agora, formando uma geração de crianças tão diferentes de
tudo quanto tínhamos visto até o presente, são espíritos que vão tomar parte nos últimos
acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em
perspectiva; porém, os que vierem em seguida, serão já os da humanidade renovada, os
futuros homens da intuição, formadores de nova raça - a sexta - que habitará o mundo do
Terceiro Milênio.
MUNDO DE REGENERAÇÃO
Já estão descendo à Terra os Espíritos Missionários, auxiliares do Divino Mestre,
encarregados de orientar as massas e ampará-las nos tumultos e nos sofrimentos coletivos
que vão entenebrecer a vida planetária nestes últimos dias do século.
--- O Sol entrará, agora, no signo de Aquário.
Este é um signo de luz e de espiritualidade e governará um mundo novo onde, como
já dissemos, mais altos atributos morais caracterizarão o homem planetário; onde não
haverá mais lugar para as imperfeições que ainda hoje nos dominam; onde somente viverão
aqueles que forem dignos do título de Discípulos do Cristo em Espírito e Verdade.
O novo ciclo - que se chamará o Reino do Evangelho - será iniciado pelos homens
da Sexta Raça e terminado pelos da Sétima, e em seu transcurso a Terra se transformará de
mundo de expiação em mundo regenerado.
Em grande maioria, julgamos, os atuais moradores da Terra não serão dignos de
habitar esse mundo melhor, porque o nível médio da espiritualização planetária é ainda
muito precário; todavia, nem por isso seremos privados, qualquer que seja a nossa sorte,
dos benefícios da compaixão do Senhor e de Sua ajuda divina; e essa esperança nos levanta,
ainda em tempo, para novas lutas, novas tentativas, novos esforços redentores.
MENSAGEM PROFÉTICA
--- Ouçamos, agora, uma voz profética do Espaço, em mensagens mediúnicas:
"Como auxiliares dos Senhores de Mundos existem legiões de espíritos
eminentemente sábios e altamente poderosos, que planejam o funcionamento dos sistemas
siderais, com milhões de anos de antecedência; outros que planejam as formas de coisas e
seres, e outros, ainda, que fiscalizam esse funcionamento, fazendo com que as leis se
cumpram inexoravelmente.
Há um esmerado detalhamento, tanto no trabalho da criação como no do
funcionamento dos sistemas e dos orbes. Enquanto a ciência terrestre se ocupa unicamente
de fatos referentes aos limitados horizontes que lhe são marcados, a ciência dos Espaços
opera na base de galáxias, de sistemas e de orbes, em conjunto, abrangendo vastos e
incomensuráveis horizontes no tempo e no espaço.
No que se respeita aos astros individualmente e aos sistemas, a supervisão destes
trabalhos compete a espíritos da esfera crística que, na hierarquia celestial, se conhecem
como Senhores de Mundos.
Estes espíritos, quando descem aos mundos materiais, fazem-no após demorada e
dolorosa preparação, por estradas vibratórias rasgadas através de esferas cada vez mais
pesadas, descendo de plano a plano até surgirem crucificados como deuses nos ergástulos
da matéria que forma o plano onde se detêm, na execução das tarefas salvadoras.
A vida humana nos mundos inferiores, por muito curta que seja, não permite que os
espíritos encarnados percebam a extensão, a amplitude e a profundidade das sublimes
atividades desses altíssimos espíritos; seria preciso unir muitas vidas sucessivas, numa
seqüência de milênios, para ter um vislumbre, conquanto ainda ínfimo, desse trabalho
criativo e funcional que se opera no campo da vida infinita.
Os períodos de expurgo estão também previstos nesse planejamento imenso.
Quando os orbes se aproximam desses períodos, entram em uma fase de transição durante a
qual aumenta enormemente a intensidade física e emocional da vida dos espíritos
encarnados ali, quase sempre de baixo teor vibratório, vibração essa que se projeta
maleficamente na aura própria do orbe e nos planos espirituais que lhe são adjacentes;
produz-se uma onda de magnetismo deletério, que erige um processo, quase sempre
violento e drástico, de purificação geral.
O processo do expurgo
Estamos, agora, em pleno regime dum período destes. O expurgo que se aproxima
será feito em grande parte com auxílio de um astro 3.200 vezes maior que a Terra, que para
aqui se movimenta, rapidamente, há alguns séculos, e sua influência já começou a se
exercer sobre a Terra deforma decisiva, quando o calendário marcou o início do segundo
período deste século.
Essa influência irá aumentando progressivamente até esta época, que será para todos
os efeitos o momento crucial desta dolorosa transição.
Como sua órbita é oblíqua em relação ao eixo da Terra, quando se aproximar mais,
pela força magnética de sua capacidade de atração de massas, promoverá a verticalização
do eixo com todas as terríveis conseqüências que este fenômeno produzirá.
Por outro lado, quando se aproximar, também sugará da aura terrestre todas as
almas que afinem com ele no mesmo teor vibratório de baixa tensão; ninguém resistirá à
força tremenda de sua vitalidade magnética; da Crosta, do Umbral e das Trevas nenhum
espírito se salvará dessa tremenda atração e será arrastado para o bojo incomensurável do
passageiro descomunal.
Com a verticalização do eixo da Terra, profundas mudanças ocorrerão: maremotos,
terremotos, afundamento de terras, elevação de outras, erupções vulcânicas, degelos e
inundações de vastos territórios planetários, profundas alterações atmosféricas e climáticas,
fogo e cinzas, terror e morte por toda a parte.
Mas, passados os tormentosos dias, os pólos se tornarão novamente habitáveis e a
Terra se renovará em todos os sentidos, reflorescendo a vida humana em condições mais
perfeitas e mais felizes. A humanidade que virá habita-la será formada de espíritos mais
evoluídos, já filiados às hostes do Cristo, amanhadores de sua seara de amor e de luz,
evangelizados, que já desenvolveram em apreciável grau as formosas virtudes da alma que
são atributos de DISCÍPULOS.
Milhares de condenados já estão sentindo, na Crosta e nos Espaços, a atração
terrível, o fascínio desse abismo que se aproxima, e suas almas já se tornam inquietas e
aflitas. Por toda parte do mundo a paz, a serenidade, a confiança, a segurança
desapareceram, substituídas pela angústia, pelo temor, pelo ódio, e haverá dias, muito
próximos, em que verdadeiro pânico tomará conta das multidões, como epidemias
contagiantes e velozes.
A partir de agora, diz a mensagem, a população do orbe tenderá a diminuir com os
cataclismos da Natureza e com as destruições inconcebíveis provocadas pelos próprios
homens. No momento final do expurgo somente uma terça parte da humanidade se
encontrará ainda encarnada; bilhões de almas aflitas e trementes sofrerão nos Espaços a
atração mortífera do terrível agente cósmico.
MENSAGEM FINAL
--- Voltemo-nos, pois, para o Cristo, enquanto é tempo; filiemo-nos entre os que o
servem, com humildade e amor, servindo ao próximo, e abramos os nossos corações,
amplamente, amorosamente, para o sofrimento do mundo, do nosso mundo..." (27)
(27) Estas revelações diferem muito pouco do que foi previsto por Nostradamus e outros;
um dos pontos diferentes é no afirmar que a verticalização do eixo terrestre será promovida pela
aproximação de um planeta, quando Nostradamus afirma que o será pela Lua.
No fim deste século, o clima em todo o mundo estará mais quente, o nível dos
oceanos estará mais elevado e os ventos mudarão de direção.
É esta a conclusão a que chegaram os cientistas do Observatório Geofísico de
Leningrado, na Rússia, depois de estudarem matematicamente as tendências das mudanças
climáticas ocorridas até agora na Terra.
Dizem eles que com o aumento da temperatura da atmosfera terrestre, no fim do
século, as calotas polares terão retrocedido (diminuído) consideravelmente e haverá
modificações na distribuição das chuvas.
Estes prenúncios científicos destacam justamente os pontos mais marcantes das
previsões espirituais que têm sido reveladas aos homens encarnados pelo Plano Espiritual,
através de médiuns de confiança, que asseguram a necessária autenticidade das
comunicações.
--- E enquanto nossos olhos conturbados perscrutam os céus, seguindo, aflitos, a réstia
branca de luz que deixa, na sua esteira, a linda Capela, o orbe longínquo dos nossos sonhos,
reboa ainda aos nossos ouvidos, vindas das profundezas do tempo, as palavras
comovedoras de João, nos repetindo:
- "Ele era a luz dos homens, a luz resplandeceu nas trevas e as trevas não a
receberam." (Jo,1:4-5)
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